Responsabilidade

“Fomos crescendo de forma ambientalmente sustentável: a partir de 2002 descobrimos que podemos certificar as áreas das nossas colméias,
pois são livres de contaminação – mais o mais interessante é que estamos a contribuir para a preservação da vida na terra.”
Cézar Ramos, gestor

Um Caso de Boas Práticas

Natucentro é uma empresa que produz, comercializa e exporta o seu produto, própolis e mel, com base numa política ambientalmente correta, socialmente justa e economicamente viável. Está localizada em Bambuí, estado de Minas Gerais, onde há grande concentração de Alecrim do campo (Baccharis dracunculifolia), planta ideal para a produção da própolis verde. Os sócios da Natucentro, Cézar Ramos Júnior e Fernando Ramos, trabalham há mais de 20 anos na apicultura:

“Comecei a trabalhar em apicultura em 1986, com apenas 12 anos, incentivado por amigos do meu pai. Até 1994 sempre vendi a minha produção de própolis para atravessadores [intermediários], que fixavam o preço. Percebi que o Japão tinha muito interesse comercial no própolis, pelo grande valor medicinal desta substância produzida pelas abelhas e, em 1995, convidei o meu irmão para montar a Natucentro com o objetivo de fazer exportação.

Só em 1996 descobriram que o própolis verde vinha do Alecrim do campo e aí a Natucentro começou a fazer a aquisição de pequenas propriedades, a fazer a plantação de árvores e alecrim para as abelhas terem flores – e guardamos intocados 30% dos nossos terrenos, para preservação. A atividade apícola só funciona se a natureza estiver equilibrada – sem árvores e sem plantas não é possível criar abelhas. Com esta mentalidade fomos crescendo de forma ambientalmente sustentável.

Mas não existe literatura sobre a produção de própolis, tivemos de desenvolver as técnicas de produção e dar formação aos apicultores que trabalhavam conosco. Em 1998 propusemos aos apicultores que se tornassem parceiros e correu bem – entramos com veículo, colméias, todos os materiais necessários e em vez de ganhar ordenado fixo o apicultor ganha conforme a produção.

A partir de 2002 descobrimos que podemos certificar essas áreas, pois são livres de contaminação – essencialmente o mais interessante é que contribuimos para a preservação da vida na terra. Fomos aprovados como produtor para o circuito de comércio justo pela importadora italiana Commercio Alternativo e também já exportamos para a Alemanha, Inglaterra e Bélgica.”

Cézar Ramos, diretor da Natucentro